sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

  Por vezes com pequenos gestos podemos fazer a diferença na vida de muitas pessoas. E com esse mesmo objectivo decidi partilhar uma pagina do Facebook em que cada Like feito, converte-se em donativos para pessoas carenciadas. Faça a sua boa ação do ano (não que eu já não tenha feito). Mas nunca é demais.
Depoimentos:

  • ''só simpatizei com a cena­ ­
  • é simples e fácil e todos podiam fazer, nem 1 seg demora­ ­
  • em vez de ficarem a fazer porcarias na net faziam algo mesmo importante­ ­... '' Por Sr Kikiko



    '' Melhor fazer algo de verdade do que partilhar fotos que geram pena e indignação, mas que nos mantêm com os braços fechados sem fazer nada na mesma'' Por Mrs Blablabla

     Aqui estão os Links disponíveis:

    https://www.facebook.com/weday

    http://www.weday.com/






    Ponham like e partilhem :)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012 ano novo a caminho... e?

Adeus ano velho e feliz ano novo. Essa é a altura em que as pessoas ficam todas (foge-me o termo) mas algo a ver com um entusiasmo, misturado com a melancolia que sentem em relação a tudo que fica no passado, que prossegue na euforia dos vestidos brancos e garrafas de champanhe/champagne e termina no castigo que o corpo dá aos excessos cometidos vulgo ressaca, the hangover (grande movie) e... ham! e os planos de mudança de vida, muuuitos planos, projectos, ideias renovadas.
Mas como toda e qualquer comemoração popular, essa não se deixa ficar atrás no quesito estupidez. Tem sim certa lógica esse dia da ''virada'' ser diferente dos outros, e receber certa atenção especial pelas pessoas, porque no entanto é mais um ano que terminamos...ou não. A não ser que tenhamos nascido em Dezembro. Porque matematicamente o nosso reveillon deveria ser no dia do nosso aniversário, ou seja, o dia em que realmente terminamos um ciclo da nossa vida e começamos outro. Whatever, o pessoal quer mesmo é encher a cara e este é um bom motivo aparente.
E a minha passagem de ano?
Provavelmente com a minha família que é o que faço todos os anos. Comer, beber (sumos), não ter hora para dormir parece-me ser uma maneira razoável de terminar o ano. Mas o melhor mesmo que fazemos não são as festas que vamos ou a quantidade de álcool que se consome, mas a análise do que de bom e mau fizemos no ano anterior e através das mesmas tentarmos usar essa experiência de vida e melhoramos sempre. Já fiz a minha reflexão, e por incrível que pareça não me arrependo de NADA que tenha feito, ou não tenha feito. Estou feliz pelo que alcancei, e conformada com o que não alcancei. Mas acima de tudo estou preparada para mais quedas e arranhões para que consiga atingir os meus objectivos actuais antes sonhos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Assuma tudo e dê de cara com o chão

.Frase do psicólogo mais famoso da televisão, cuja mente é tão brilhante quanto a sua careca. Ele é admirado por muitos, e tido pelas senhoras da faixa dos 40 como o ''homem perfeito'' (sério que isso existe?) Dr Phil teria dito uma vez  ''Liberta-te, assuma os seus sonhos, medos, desejos e se orgulhe deles'' Não é costume eu assistir esse programa, mas achei algo muito interessante e oportuno. Pensei, repensei, e não é que ele está certo? De que serve temermos tanto assim opiniões terceiras e dependermos tanto da aceitação do mundo? A vida é só uma, peculiarmente incerta, e constituída na sua grande maioria por momentos altos e momentos baixos, a que eu chamo provações. A menos que surja um homem capaz de prever o futuro, os nossos actos terão sempre repercussões negativas, porque o agrado/desagrado é despropositado; o que eu gosto, o João pode detestar, e o que hoje gosto amanhã para mim pode não valer. Ou seja, é rotativo, motivo mais que suficiente para sermos genuínos connosco. Quedas fazem parte do percurso de crescimento, tal e qual aprender a guiar uma bicicleta. (Frase corriqueira, eu sei). Então porquê nos limitarmos à opiniões, críticas alheias e não fazer uso do tão humano livre arbítrio? Aquele ligado à nossa intuição, à vontade própria, ao espírito aventureiro (embora que nem tanto) da vida, e aguardar pelo que alguns chamam de  momentos altos e baixos. A frase do Sr Psicólogo supostamente perfeito e careca (nada contra os carecas), diz-me muito porque eu sou a pessoa que sonha mais acordada do que propriamente a dormir. Tenho a vida que quero e nela sou a protagonista de tudo, um máximo, adoro-te cérebro! Mas o problema é que nem tudo realizo.
Queria partilhar o que eu estive a pensar pela manhã ao invés de aproveitar os 30 min do percurso do autocarro para dormir. É uma pequena frase para todo o mundo pensar: Porque estamos constantemente a julgar as pessoas pelo que elas são? Ao invés de dedicarmos tal tempo a corrigir os nossos furos. (corrigir os furos?!? onde é que eu fui buscar isso?) Enfim, porquê?

Para quem não conhece, ou não se lembrava aqui vão algumas fotos do Sr fala muito, mas bem:



Quando tinha cabelo.

Assumo minha calvície e você?

1º Aniversário apagando as velinhas****

Segundo as estatísticas do blogger.com foram mais de 2 mil vizualizações no total, vindo dos mais diferentes cantinhos do mundo Portugal, Angola, Brasil, Italia, França, África do Sul, Moçambique, Espanha e entre outros - Sério blogger? é de verdade? Deve ter algo de errado.
 O que vou dizer não tem nada haver com os meus problemas de pessimismo, nem de complexo de inferioridade nada disso, é que não me cabe em mente que em um ano conseguisse atingir tal feito (não que isso seja grande coisa), mas quando criei um blog não esperava nem 10 vizualizações. Enfim vai lá saber o que as pessoas vêm de interessante nos meus problemas... que nem são problemas e opiniões pessoais.
Mas estou contente pelo resultado, experimentei e gostei. Para o ano pretendo expandir mais o blog, tentar leva-lo à um nivel diferente, e torna-lo mais interactivo.
Obrigado a você que está a ler isso pelos segundos perdidos nessa página, pelos que comentaram, pelos que passaram a seguir-me, guardaram-me nos seus favoritos. Se fosse possível dava um abraço virtual a cada um dos 11visitantes diários. Muito obrigado.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Descobertas no tumblr.com



Porque estava com fome, decidi partilhar algumas fotos tiradas do site http://weheartit.com/. Vale a pena conferir, é tão engraçado a forma como uma simples máquina e um bom programa de edição podem fazer diferença numa foto. Tornando-lhe mais alegre, suave e interessante. Check this out!
















segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vida com cara de domingo

O que será uma vida com cara de domingo? Bem, no domingo ninguém trabalha quase, os estabelecimentos todos encontram-se fechados, ou seja, somos obrigados a ficar em casa na maioria das vezes, não se vende, ninguém compra. Nem os senhores das televisões se dão ao trabalho de programar umas boas horas de entretenimento porque eles, que deveriam salvar o nosso domingo, sacrificam-nos com filmes entediantes de um cão que joga futebol  ou um miúdo gordo que acha ter o maior dos problemas do mundo, por não ser popular na escolinha. Há aqueles filmes de acção típicos, exagerados na sua maioria, filmes «burros» como já ouvi alguém dizer. Eh, domingo também é dia de fome, e para muitos o dia das enxaquecas. Para mim, tamanha é a indisposição, fico em casa mesmo.
 Estando resumidas as problemáticas do domingo, vamos transportar todas essas sensações no dia a dia, por exemplo numa quarta-feira. Imaginem, o que é acordar e pensar: Lord! mais um dia como o outro. Culpa nossa digo eu, ir à escola e presenciar a chatice da professora insinuar-se para o professor e só ele não dar conta, os mesmos casais de sempre de mãos dadas, e com manifestações públicas de chegar a dar nojo, ou após recusar vários pedidos, aceitar de uma vez ir à esquina tomar um café com os supostos colegas de faculdade, sentir o amargo do café na tua boca, a quentura do mesmo na garganta, os ouvidos anestesiados das conversas e piadas desinteressantes. E lá me vejo no café numa quinta, numa sexta, numa segunda, numa terça. Litros de Delta café no meu estômago angolano de 18 anos acostumado à refrigerantes com os amiguinhos. Nós somos o que comemos, será motivo para concluir que estou a ficar amarga? Não creio. (risos)
Planos para ver resolvida/melhorada a situação: Deixar de reclamar tanto da vida. Tomar menos café, porque eu não gosto daquilo, repito, a culpa é da cafeína.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O perfume

Vestígios do fim do dia se vão notando e poucos raios de luz são visíveis pelas bordas da janela. Sobre o quarto  estão camuflados sombreados da tarde e o começo da noite visível. Exala-se um perfume a saudade. O aroma tulia-orvalho do amor que se viveu naquele quarto. Promessas feitas sobre os lençóis velhos de algodão. Lembranças doces, transformadas no amargo sabor da perda.
Uma vez provado o sabor da desilusão, da impotência perante a morte, tem-se a vida reduzida à um passado feliz guardado na memória. Um sofrimento que sobreviverá sempre.
 O punhal que a vida cravara-lhe no peito, ainda jorra sangue. A ferida aberta do amor deixado pela trás. Do que foi planeado e no passado ficou. Não te tenho aqui, não te terei - pensa ele - Mas quero-te, desejo guardar comigo a fragrância do amor. O perfume mais perfeito alguma vez feito. Da combinação de pétalas de cumplicidade e do cálice da paixão eterna, extraídos da flor da jovialidade que nos permite sonhar sem inibições. Fizera planos, sonhara demais e entregou-se de alma à um amor. A certeza do que a vida nos reserva é tal igual à da morte. Continuar não é opcional, ter esperanças é a matéria-prima da sobrevivência.
Em memória guarda-se o tal perfume, próximo à dor e à ferida invisível que não se cura. A fragrância que só os amantes sentiram.
E tão pequena quanto a gota de lágrima que lhe escorre o rosto, surge-lhe uma alegria momentânea e liberta um sorriso opaco - Eu vivi, sonhei e fui muito feliz - reconheceu o gosto da sorte que tivera, agridoce, mas tivera.
Por: Marinela Gomes








Inspirado no filme : O perfume

terça-feira, 27 de setembro de 2011

God help meee!

Sou preguiçosa. Não queria mudar, mas sei que não me faz bem. Nunca corro atrás do que quero com persistência. Desisto a primeira derrota, normalmente. Custa-me perder, aceitar que falhei, que fracassei. E ao invés de resolver os problemas de origem, fujo e tento sem sucesso esquecê-los. Com eles surgem os conflitos coração vs razão. Descobri o quanto sou preguiçosa no que toca a enfrentar a vida porque pondo-me a pensar descobri que não por uma questão de sonho de vida mas por facilidade/utilidade, o melhor para mim seria ganhar a loteria, ficar milionária e resolver todos os meus problemas de uma só vez, mesmo sabendo que o dinheiro traria provavelmente uma felicidade artificial. Mas na cabeça de um preguiçoso não estudar, não ser exigido, não ser cobrado pelos pais nem pela sociedade, e nem trabalhar ou pedir (no caso) para ter algum dinheiro vale quase tudo. Até mesmo ficar rica aos 18 anos e estar condenada à solidão, à pessoas falsas, interesseiras e à uma vida sem piada nenhuma. (Isto sou eu a supor a vida de um milionário de 18 anos hehe).

Vontade ridícula do dia: Comprar já os boletins  do Euro Milhões e jogar, porque na verdade só tenho a perder uma embalagem de pastilhas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sugestão do mês: Para ler e aprender

''...e se o mundo acabar mesmo em 2012, nunca serei médica?''
''...onde devo eu estar em Dezembro de 2012, não sei mas eu quero a minha maaaaaãe!''
''E se uma guerra no mundo começar e eu perder tudo o que tenho, passar fome ou simplesmente morrer numa explosão, num atentado?''
'' meu pai está doenteee!!! Ham, é só uma dor de dente...uffffaaa!''




Comprei à 2 meses um livro do tipo auto-ajuda, livros dos quais não me canso de ler. Gosto de colher a informação de pessoas mais maduras, mais experientes, já que eu dei-me conta que tenho muitos problemas de instabilidade emocional. Reconhecer que algo está errado connosco é provavelmente um passo muito importante, mas fundamentalmente é queremos nos ver livres do que nos aflige. O escritor Harold S. Kushner com o seu livro ''Saber viver num mundo incerto'' relata de forma muito tranquila os perigos eminentes a que estamos sujeitos diariamente e sobre como nós lidamos e deveríamos lidar com eles. Esse sentimento que pode ser vantajoso num meio social como o nosso, chamar-se-á cautela. Aquando o sentimento de impotência perante a vida, privações ou mesmo desespero, estará para o lado do exagero. Foi preciso eu ler este livro para perceber o quanto somos influenciados pelas nossas angústias, medos, e deixamos de viver como deveríamos. É essencial ter medo de todos os perigos, mas até que ponto? Ao ponto de desconfiarmos de tudo e todos? Ao ponto de somente termos/fazermos amigos via online? São contradições como estas que poderão encontrar nesse magnífico livro, que retrata esses ''medos'' numa perspectiva muito realista, com humor à mistura. Senti-me melhor a ler este livro, recomendo!

domingo, 7 de agosto de 2011

Insecurity Issues and Self Confidence

Se alguma vez...

1- Te sentiste sozinho estando no meio de muita gente, te sentiste abandonado porque "aquela" pessoa não precisou de ti, ou a sensação de perceber que não és tão importante para ele(a) como ele(a) é pra ti.
2- Faltaste a escola porque não te apetece nada socializar, nem ver gente. Pensaste "isso não é para mim", ou " não posso fazer isso porque fica-me mal" ou "o que é que as pessoas vão pensar?"
3- Faltaste aquela festa porque "não tens roupa"(não fazes a mínima ideia de como estar vestido adequadamente).
4- Ou o típico: Sou feio(a).
És um indivíduo psicologicamente, socialmente, emocionalmente NORMAL. Vivemos na busca insessante pela perfeição, e como a nossa natureza é imperfeita pecamos nesse lado. Porque exigimos muito de nós e deixamos de viver a vida. Porque viver a vida, querendo ou não implica as vezes errar, parecer idiota, ridículo, sem noção, realidades da qual não há como escapar.
Desculpa, NÃO SOU PERFEITO(A) e daí? Tenho menos direitos de fazer, ser ou ter?


Por mais conselhos que nos possam dar, por mais situações desagradáveis que vivamos, aprender com esses mesmos erros depende única e exclusivamente de nós. Digo por experiência própria, sou insegura, sou over-preocupada com o que não devo, e os amigos tão fartos quanto eu de os ouvir, vão-me dizendo que preciso de me soltar, de largar de vez certos preconceitos/medos/complexos.


Regras básicas:
Se gostas de tudo controlado (como eu), desiste! Enquanto o imprevisível, o inesperado e a surpresa existirem estaremos constantemente sujeitos a frustrações. (Frustrada- meu estado normal de 2 em 2 dias)
Se achas-te não tão bom nisso quanto...trabalha para melhorar. O teu dia chegará e serás melhor que ele.


Não sabes o que vestir? Vista o que gostas, e tenta desconectar os ouvidos e olhares da parte racional. (Questionaram-me porque uso o mesmo sapato quase todos os dias, mas eu gosto dele porque é pratico, confortável e bonito. O problema é meu? Não. Certamente da pessoa que não tem mais o que fazer)


Não és um galã? Qual o problema, o Messi também não o é. O facto ''ser bonito'' equivale a ''bem sucedido no amor, dinheiro e carreira '', mas o facto ''ser feio'' equivale a ''bem sucedido no amor, dinheiro, carreira mas com trabalho''. So why worry?
Cultiva o que está por dentro, existem mais homens bem sucedidos feios, do que bonitos, por causa da nossa cultura de acharmos que uma vez bonitos tem-se a vida feita. Os melhores maestros, guitarristas, cientistas, escritores, autores, directores de cinema, pintores, políticos, não são bonitos. ( Proximo post: Conceito beleza)


Não sei como terminar, mas basicamente é isso. Porque honestamente, reajo e faço o contrário do que escrevo, mas por um simples motivo, sou do tipo de pessoas que precisa de ouvir, ler dos outros para melhorar, nunca sigo os meus instintos sem aprovação de terceiros (estou a tentar mudar isso). E sendo assim, pela lógica, se fores como eu, estarei a ajudar-te. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Com o tempo se aprende...

Com o tempo se aprende. Foi preciso sofrer, chorar, cair muitas vezes para aperceber-me de que NUNCA tudo está perdido. Temos muitas escolhas, muitos refúgios cabe a nós no meio de todo o pesadelo, abrir os olhos, acordar e vê-los. Por vezes, estão mesmo à nossa frente. E assim o fiz. Reparei que de entre tantas dificuldades, obstáculos, inseguranças, «dar a volta por cima» dependia de mim, e de mais ninguém. Ergui-me e decidi insistir e pedir ajuda. Pouco se conquista quando não somos persistentes, poucas alegrias temos quando reservamos nossos corações. Por isso, hoje eu digo, não consegui. Um dia conseguirei. Porque enquanto puder vou lutar pelo que me realizará.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Serviço de (In)utilidade Pública

Serviço de Utilidade Pública.
Não é e nunca foi intenção minha tornar este blog tão pessoal. Porque a minha vida pessoal não é a coisa mais entusiasmante do mundo. Mas, essa semana, passei por algo que eventualmente algum de vocês vai passar, ou já passou. Fui operada. Sim, não sou medrosa, muito menos de fazer queixumes, tenho certa tolerância a dor que muita gente (Homens) não têm. Mas sou muiiito pessimista.
Como ia dizendo, fui operada à um desvio do septo nasal (pesquise quem quiser), cirurgia simples, pequena, demorou pouco mais de 1h. Gostei da sensação pós anestesia geral. Estive umas horas a flutuar, num universo paralelo ao nosso, estava literalmente high. Até esse mesmo efeito excitante passar, comecei a sentir dores. Dores de todos os tipos e proporções. Fraquezas, enjoos, até começar uma hemorragia que mobilizou as enfermeiras todas do turno da madrugada. Perdi o equivalente a 2 balões de sangue. Saiam pela garganta. Lembro-me de ir para as urgências numa cadeira de rodas, com uma sra a carregar-me o soro. Haviam parentes de outros internos, a olharem para mim como se tivessem visto um ET, tão ou mais assustados que eu. Parecia uma cena retirada de Anatomia de Grey, ou Hospital Central, todo o mundo a correr de um lado para o outro. Ai se evidenciou uma das minhas maiores qualidades: pessimismo. ''Já não poderei fazer os exames''...''Menos de duas semanas não saio daqui'' ...''De hoje não passo''.. ''nem despedi a minha mãe''.
''Adeus Bat country ao vivo''O médico atendeu-me, e aí tive que suportar uma das piores dores que um médico pode proporcionar à um paciente. Basicamente ele.
1- Aspirou-me o nariz com uma espécie de motosserra
2-Enfiou-me dois tamponetes do tamanho de um tronco dentro do meu nariz.
3-E disse, desculpa...teve que ser assim.


Concluindo, o atendimento foi excelente, os médicos são bons no que fazem, mas NUNCA nenhuma cirurgia é pequena ou simples. Hoje vou para o 3º dia depois da cirurgia, e dói-me muito a cabeça ,os ouvidos, por causa do inchaço causado pelos tampões que de tão grandes tocam-me no cérebro (exagero). O pouco que durmo devem-se aos sedativos para a dor que tenho tomado. O texto acaba aqui, porque tomei um  sedativo há poucos segundos, e o efeito se faz sentir imediatamente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Frases para pensar


    Algumas de minha autoria, outras não (a maioria). Perca 3 minutinhos do seu tempo, leia as frases e quem sabe um dia não te possa ajudar de alguma forma. Eu busco conforto muitas das vezes em frases que eu mesma escrevi. Prova de que quando estamos tristes, inseguros, com dúvidas, a resposta na maior parte das vezes está no nosso interior. Só precisamos de tentar a encontrar.

''Nunca perca um minuto da sua vida, pensando em pessoas que você não gosta''(Vinicius de Moraes)

''Se depois da tempestade há a bonança, então sofra com paciência''- Marinela

''Erre, falhe, mas tente'' Marinela

''Não se importe com os dias de sua vida, mas com a vida dos seus dias'' (Harry Benjamin)

''O que vale na vida não é o ponto de partida, mas sim a caminhada. Caminhando e semeando no fim terás o que colher'' (Cora Coralina)

''Não vemos as coisas como são, mas vemos como somos''

''É fácil apagar as pegadas: difícil porém é caminhar sem deixar pegadas''

''As lágrimas transportam todos os males da alma'' 
''Chore!'' 

"Aprende com os erros dos outros, até porque não vives o tempo suficiente 
para os poderes cometer todos." (desconhecido)


"Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias, enquanto esperam pela grande
felicidade." (desconhecido)

''Dê valor ao pouco que tens, amanhã poderás não ter nada'' Marinela

''O sabor de uma vitória sobrepõe-se à várias derrotas'' Marinela
Melhor falhar do que nunca ter tentado!

"Cobarde não é aquele que chora por amor, mas sim aquele que não ama por medo de chorar''

''Em que Deus vos faltou? Então porque não o confiardes?''


Sorria...Muito!

domingo, 24 de abril de 2011

Não sei... o que eu não sei!

O que é que se passa com o mundo? E eu sei lá a resposta.
Em conversa perguntaram-me isso segundo argumentos baseados nos conflitos na África Ocidental ou Branca como queiram, no furor e violência com que se tem tratado os problemas políticos, o que denota que o homem está a perder a capacidade de raciocinar com devido senso e ética. Estamos todos a perder as estribeiras e a noção de tudo à nossa volta, bem como o significado de viver em sociedade, que implica tolerar, respeitar, ajudar ao próximo. A palavra ''mútuo'' existe ainda, só que no dicionário. E quando se fala em mudanças relativamente ao mundo, ao nosso mundo do sec XXI não se pode deixar de citar os problemas climáticos que temos vindo a enfrentar. Nomeadamente catástrofes, desastres naturais, que uns dizem ser fruto da fúria da Natureza para com o Homem, e outros defendem que sejam consequências de anos de exploração dos recursos, só que o único protagonista é o próprio Homem, e nada metafórico como a fúria, ou vingança da natureza (bons temas para filmes) como eu tinha dito anteriormente.
E qual a minha opinião?- Nenhuma, vamos nos prevenir como for possível, só. (A sério eu tento fazer alguma coisa,depois explico o quê).
Quanto às guerrinhas...nem guerras ainda são
Sinceramente já me ocorreram várias versões, ideias na minha cabeça, uma delas é a de que factos como esses já ocorreram só que a midia é a responsável pela expansão e pela interpretação da própria noticia por nós. Exemplo disso, durante a guerra do Bush ou sei lá o quê, morreu tanta gente quanto tem morrido hoje nesses conflitos árabes. Mas na altura pouco se falou relativamente a isso, por ser a guerra do forte com os miseráveis.
 Enfim, sei que não sei muita coisa, cada dia que passa sei menos, e desisti de tentar perceber o que é política. E tenho a certeza que é a última vez que falo, tento falar ou escrevo algo relacionado.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Antes só...

Solidão. Não é algo de que goste muito, mas consigo aprecia-la. É o meu momento para respirar, reflectir, e dedicar-me a fazer o que eu gosto: nada.
Não sei se é um prazer meu ou algo que se tornou um hábito. Muitas pessoas não conseguem interpretar a solidão como um bom momento, mas atenção solidão não significa isolamento.
 A vida social impõe-nos muitas exigências e pressões relativamente ao facto de sermos aceites. Ser aceite, é a principal forma de caracterização de que determinado individuo encaixa-se e faz parte de um grupo, comunidades. Isso em toda a parte, até com os animais.
Lembro-me das várias vezes que acordei cedo e fiquei na cama por várias horas, das vezes em que não carregava o telemóvel, nem ligava o msn, não conversava nem com as pessoas de casa ou da escola. E perguntavam-me se tinha algum problema. (rsrsrs)
Aprendi por isso, a dar valor aos meus amigos. As pessoas vivem obcecadas por ter uma vida social dinâmica, o que não implica muitas das vezes amizades de suporte. Eis a problemática. Quantos amigos e não que amigos.
Redes sociais, exemplo disso. Eu tenho perfis em vários por imensas razões:
1- Manter o contacto com ''amigos'' à distância.
2- Há quem não admita, mas gostar de bisbilhotar a vida do outro é quase como uma característica de todo o ser humano. Não sou excepção.
A esmagadora maioria (nada contra) tem-nas com um unico objectivo, ter o numero máximo de amigos, procurar gente interessante, e automaticamente fazer parte do grupo daqueles que são interessantes. Sei lá. Cada um com as suas ideias, objectivos.
Só para esclarecer algo, os solitários são muito mal interpretados. Não faço a mínima ideia se faço parte desse grupo ou não, mas quem o for não tem motivos para ter vergonha disso, e pensar que é mais infeliz que outros. Eu tenho uma vida não muito dinâmica, tenho os meus relacionamentos e sou muito abençoada por ter os amigos que tenho que antes de mais conhecem-me e os confio. Lembranças dos tempos L.Azevedo,M.Joceline,Erica xD



                                     

quinta-feira, 31 de março de 2011

Under pressure!!!

Ando frustrada com uma série de coisas. Ter que estudar todos os dias, e mesmo assim parecer insuficiente o que consigo memorizar. Ter que cumprir as outras tarefas normais, rotineiras diga-se de passagem, como comer, só que agora EU tenho que cozinhar o que como, arrumar a casa, porque detesto sujeira. São obrigações essenciais quando se vive sem pai nem mãe, mas não deixam de ser uma parte do teu tempo que poderias usar para dormir, estudar,ler, ver tv, tar na net,sair, e simplesmente o perdes. A porcaria das aulas,das explicações que tenho pago e não vejo efeito nenhum, muito menos progressos. Não simpatizei com a explicadora, ela é daquelas trintonas que terminaram um curso superior de algo que idolatravam, mas que não dava garantias nenhumas à vida, como emprego. A minha fez o curso de Matemática, segundo ela, POR AMOR. Hoje tem o diploma provavelmente guardado numa gaveta, e dá explicações a desesperadas como eu. Não deve ganhar grande coisa, porque EU faço o salário dela, mas acha-se a pessoa mais inteligente, sábia, culta, superior do mundo. Não tenho nada contra quem trabalha, dá no duro, porque a vida não está facil para ninguém. Por isso detesto quando alguém tem atitudes de superioridade quando no fundo comemos do mesmo pão duro. Ham, sem contar que ela é estranha, tem mau hálito, muitos pêlos incluindo bigode, tem uns cabelos tinjidos de vermelho, espigados, e veste-se como uma rameira no carnaval. Enfim, a figura é do pior possivel. E não me critiquem. Olha que se fosse um rapaz a descrevê-la seria mais duro na descrição. Enfim, assim os meus dias vão se seguindo. A dois meses de fazer os exames nacionais, e os sinais de desequilibrio, instabilidade, perturbação psicológica e social (se é que isso existe) começam a surgir.
Qualquer dia vou para um canto vazio e grito, para ver se liberto a tensão.

terça-feira, 22 de março de 2011

Celebrating Life

Já estamos oficialmente na  primavera. Pelo que consta estão 20º agora, e um sol muito convidativo. Os passarinhos, começam a aparecer, pouco a pouco. E sorrio involuntariamente sempre que cruzam o meu caminho. E as flores, de todas as cores, feitios e estilos. Esse o motivo pela qual não abdico do pequeno, porém cansativo percurso que faço todos os dias a pé para ir às aulas. Confirmei algo, o frio deixa-nos mais depressivos.
Cá estou eu, sem nada relevante para dizer. Porém, feliz e em paz querendo viver e desfrutar o que de bom tenho ao meu redor. Quis escrever algo, apeteceu-me, porque escrevo unicamente para mim. E depois do post que escrevi anteriormente, era indispensável actualizar o meu ''estado''.
Não ouvi Alice Cooper, nem Ozzy como de costume. Queria algo mais alegre, queria paz, queria boa disposição, alegria e muita cor. Hoje ouvi músicas esquecidas no meu iPod da altura em que não tinha preocupações, nem cobranças, nem deveres relevantes. Vesti-me a rigor e pus o Into the groove a tocar vezes e vezes sem conta. Não que seja grande música. :-D



segunda-feira, 21 de março de 2011

Goodbye for now

Mudei. Mudei bastante. Só me apercebi agora. Não sou a mesma, aquela que fazia todas suas amigas rirem, falava besteira, e era super despreocupada, a mais louca e atoua possível. Sem personalidade, assim me sinto. Estou cada dia mais preocupada, entediada, farta, cansada de mim mesma. Do que sonhava e hoje na minha cabeça é inalcançavel.
Tenho todos os dias tomado banhos imprevistos de realidade. Com isso, meus sonhos agora são míseras vontades, e por aí ficam. Deixei de acreditar em mim. Perdi uma parte de mim. Talvez não, ela ainda exista. Sinto-me a pessoa mais chata, sem graça e deslocada à face da terra. Já nem sei direito o que eu quero para mim. Escapa-me a criatividade que algum dia já existiu. E sou engolida pelos meus antes sonhos, agora vontades.
Talvez esteja a passar uma fase.
Talvez esteja a ser muito negativista.
Talvez nunca tenha sido a pessoa que pensava ser, e o realismo vem à tona...Não sou tão segura, nem tão madura como pareço!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ºººBlocked Mindsººº

Os meus olhos abriram-se. Olho pro lado e vejo uma luz entre as janelas do quarto. É dia. Mais um dia que começa. Começa na esperança de que tudo seja melhor, que eu seja melhor. Tenho 18 anos, e dizem que tenho muito tempo pela frente. Ok. Mas o que eu for no futuro dependerá do que estou a fazer agora. Não é pouca responsabilidade, pois não? Admira-me imenso verificar que aproximadamente 70% dos adolescentes (exagero sei ) não cultiva ambições para a sua vida..'' Quero ter muito dinheiro'' isso não é ambição. Queremos todos nós isso, mas o mundo já existe há tempo suficiente para sabermos que as escolhas e atitudes que tomamos é que nos levarão a tais concretizações. E isso não se verifica. As pessoas limitam-se a viver a vida como se o tempo não existisse para quem no caso é jovem. Consequentemente, vemos uma sociedade cada vez mais crua espiritualmente. Mentes muito superficiais e com personalidades pendentes. A personalidade de quem está constantemente a mudar, ou a alterar as suas ideias com base na maioria. Exemplos práticos, Em conversa com uma conhecida minha sobre o curso de Medicina que pretendo fazer, ela espantada diz-me '' porquê Medicina, existem cursos tão bons ''para mulheres'', Medicina é difícil. Eu vou fazer economia.'' Wtf!? Quer dizer que as mulheres devem limitar-se a cuidar do aspecto, conseguir alguém por intermédio dessa mesma aparência, fazer um curso de direito, ou economia para ter um diploma, e por aí ficarem? Preocupante, acho, porque não podemos voltar à essa mentalidade antiquada, principalmente se isto partir das próprias mulheres. Vamos ter ambição, lutar para conseguirmos o que queremos e arriscar. Arriscar é a chave do sucesso. Não precisam de pensar muito para reconhecer isso. Ou pensavam que os ricos, milionários, já saberiam o que lhes daria dinheiro e fama. Eles tentaram.
'' O amor próprio deixou de estar na moda, as pessoas preferem passar a vida a idolatrar a vida de outrem.''
Ame-se, e cuide de si mesmo. Faça o que lhe faz bem, e o que é o melhor para si. Não pense demasiado nos outros. Got it?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Memórias de uma NERD, OMG! como eu já sofri...

 Fecho os olhos e felizmente consigo ainda abstrair algumas memórias, lembranças, sentimentos, rostos, sons, imagens. Fui feliz, não tive muitos amigos, mas vivi, e me foi permitido sonhar. Sonhar como nenhuma criança consegue fazer. Lembro-me de ter duas amigas, e de me sentir sozinha muitas vezes.De ver as outras crianças brincarem e não conseguir acompanha-las.Era franzina, chorona, betinha, mimosa, sonhadora e tinha dois palitos como pernas.Não queria jogar zero, mete-tira (sounds weird), ou discutir (passatempo preferido das meninas). Eu sonhava, queria fazer ballet, pintar, desenhar, ter a casa da Barbie.
Não sei por que motivo, mas não me enquadrava muito com as outras crianças e se jogasse algo com elas, era a menina que meia hora depois estava a chorar, e a prof vinha com um rebuçado aí eu parava.



Era aquela que no recreio sentava sozinha com a lancheira...tinha uma só, da Barbie e o lanche era quase sempre o mesmo Sandes mista, maçã verde e água, odiava aquilo. Punham-me na ultima carteira, por ser ''alta'' apesar de usar um par de ''cacos'' , mas mesmo assim de mim vinham os melhores desenhos, as melhores notas, o melhor comportamento. Lembro-me que uma vez a professora mandou-nos fazer um trabalho de um ano lectivo para  o outro a brincar, ninguém levou a serio e fui a unica a entregar, no primeiro dia de aulas, e a stora nem se lembrava.
Gostava também de passarinhos e observar formigas, e punha açúcar proximo delas só para lhes ver agitadas. Plantava tudo o que era semente e não só, ficava feliz quando realmente crescessem plantas, tanto que conversava com elas.


Mas há umas coisas que por mais que o tempo passe não me esqueço:  dos colegas que antes eram gozados e discriminados inclusive pelos professores e que hoje sei que não eram idiotas, eram deficientes. Dos ''rufias'' que me maltratavam muito, quando eu não conseguisse bater a bola, correr depressa ou qualquer dessas coisas que as minhas perninhas na altura não permitiam. Das professoras que me humilharam  e chorei por isso. Do dia em que fui para a escola de camião com o meu tio, e chorei porque todo mundo estava a rir. Do dia em que não fui escolhida para fazer parte do grupo de dança das meninas por ser ''muito alta''. Quando todos se riam dos sapatinhos com meia de renda que eu usava, e eu chorava porque a minha mãe é que me vestia. Quando uma estupida me fez chorar, porque à frente de todo o mundo começou a dizer que eu já não tinha idade para usar lancheira, que tinha que trazer dinheiro para o lanche, por isso era ''boela'' (tinha 8 anos e ela devia ter 9 ou 10). Isso só me isolava mais das outras crianças. Mas eu mandei foder tudo e todos, tinha notas impossiveis, e todos os mimos inimagináveis por isso.



My first BFF


Até que conheci a Sandra, caboverdiana, boa aluna, não tratava mal ninguém, também com poucos amigos, desenhava muito bem também e adorava  Barbies, betinha mas não tanto quanto eu. Era uma irmã para mim, passava tardes na minha casa, eu na dela. Os nossos pais se conheciam, eu queria ser como ela, imitar o que ela fazia, ter o que ela tinha, fazer o que ela fazia, porque a achava demais! 

Só que... ela foi embora, voltou para CV. Deixou-me uns nrs de telefone de CV, tentava contactá-la todos os dias com a minha mãe e quando nos atenderam, atenderam tão mal, que eu chorei, chorei não por isso, mas porque senti que era o fim da minha amizade de 4 anos com a Sandra e que nunca mais a iria ver. Nunca gostei tanto de uma pessoa como dela, ela também gostava muito de mim. Eramos irmãs como a mãe dela dizia. Lembro-me de tudo, do Bobby o cão dela, da mãe dela, da casa dela, do pai dela, do sorriso dela, do penteado que usava sempre, da letra, do caderno,do que vestia, das mãos, dos desenhos e do lanche dela que era sempre melhor que o meu, do que ela gostava e não gostava.

Tenho até hoje um bilhete escrito na altura em que ela foi-se embora, não me lembro o que escrevi. Mas esse bilhete escrevi à noite, quando não conseguia dormir de tanto chorar, e pus dentro de um bonequinho de enfeite da sala que tinha um buraquinho na base. O bilhete está lá até hoje, e o bonequinho por sorte ainda existe. Decididamente vou partir o boneco de vidro ainda este ano, porque é impossivel tirar o bilhete porque ele não passa pelo buraquinho. Procurei Sandra pelo hi5 na época em que todo mundo tinha, na esperança de que em CV pudesse encontrar algum vestigio. E nada. Hoje mesmo fui ao Facebook procurei por Sandra Miranda e nada. A não ser que a cara dela tenha mudado muito, o que não acho.
Hoje já não choro, mas sinto ainda a falta dela. O vazio que ficou, quando fomos totalmente separadas quando crianças. Perdi a minha amiguinga de infãncia, a única amiga da escola. E voltei a ficar sozinha. Até que em 2004 na 5ªclasse, numa turma diferente, sem amigos, sentada no fundo da sala, conheço outra rapariga que mudou a minha vida também. Alguém que veio compensar a dor de ter perdido a minha amiguinha. Miriam Joceline Lisboa de Almeida... ( o resto só depois noutro post)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



Uma coisa que ainda não percebi bem, mas que hoje já percebo melhor. Porquê que nós estamos constantemente a fazer planos,perspectivas de vida? Será que não é uma forma que arranjamos para nos mantermos ocupados a pensar em alguma coisa, e PIOR, pensar que a seca de hoje no futuro será o triunfo, porque as coisas são assim. Tudo tem seu tempo, mas se não fizeres nada por ti, o tempo esquece que existes,  cabe a ti acordares enquanto ele existe. O tempo nunca foi muito amigável comigo. (não aprendi a andar de bicicleta, a nadar, a jogar 35, a plantar bananeira, a fazer flexões xD) e já não há muito o que fazer por isso, porque tudo tem seu tempo.

Sou exagerada quando faço planos, tenho ideias, e acho que é ''aquilo'' ou ''isto'' que vai me fazer super, hiper, mega, ultra, exageradamente Feliz. E as coisas não são assim, porque têm prazo de validade, e depois enjooam. A vida é uma merda quando não sabemos vivê-la. A proporção exacta da vida não é querermos ser felizes com os mesmos motivos dos outros, mas sabermos dar valor ao que temos agora e com isso sermos felizes. Por exemplo: acordar hoje e saber que tens os olhos, o nariz, o pescoço tudo no lugar e ser feliz , Lol, não é pra tanto, mas sei lá, se formos a ver Deus dá-nos o almoço, o jantar, o lanche da tarde, a mãe e pai chatos, e reclamamos da vida, tem gente que nem sabe o que é isso, ter o que comer quando quer e ter uma mãe e um pai que gritam sempre contigo ( provavelmente para te tornares numa pessoa melhor). Sooo, EU sou feliz, gosto de quem eu sou, do que tenho e do que ainda  posso ser, fazer e ter.

Internet vs Livros



Sabe aqueles dias que acordas a pensar, mais ou menos motivada: hoje vou estudar! Nada nem ninguém me impede. Assim que começa então toda a chatice no caso se for Fisica, e surge a ideia de fazer aquela "mini pausa" para comer qualquer porcaria e acontece que também te lembras que tens que ir ver qualquer coisa na net sem importância,mas que não podes deixar passar no momento. Então é o que sempre digo, pc uma vez aberto, projecto desfeito. Problema é que as horas passam e passam tão rápido quando estamos a fazer algo que gostamos, Internet. A minha perdição esses dias tem sido o Youtube, porque passei a acompanhar inúmeros Vloggers, de pessoas com excelentes personalidades, divertidas, e Lol, eu me apaixono fácil por quem me impressiona, o que no caso não é fácil Lol. Vloggers é uma espécie de Blog em vídeo dai se chamar Vlogger. E eu vejo de tudo, de Nerds, Emos, bem Girlies. Ocupa-me as horas extras que tenho de sobra. Mas, desfoquei-me do assunto inicial, o que eu proponho para mim, porque o Blog é muito pessoal, portanto falarei mesmo de mim, já que não sou poeta, nem tenho vocação (se não gostam Wthvr), como eu ia dizendo propus-me a ficar duas semanas sem Computador, sem Internet. E esse tempo vou usar para estudar mais, apanhar um pouco de sol, ir buscar o raio X que está pronto há duas semanas e tenho preguiça de ir levantar rsrs, e acabar de ler um Optimo livro que sempre quis terminar de ler, mas nunca consegui porque a Internet é ciumenta. O título é ''Jesus Sinal de contradição'' de Felipe Aquino. E o nome pode parecer ''too much'' para uma pessoa da minha idade ler, mas é algo que eu preciso, do tipo de livros de auto-ajuda que não sejam chatos, só que esse não dirige conselhos nem nada disso, ele retrata todas as dúvidas, taboos que a religião enfrenta, e como os adolescentes podem ser religiosos sem se sentirem excluidos dos seus meios sociais. Sooo, é o que vou fazer nessas duas semanas, cultivar um pouco a minha sabedoria, alimentar a minha alma com palavras de conforto, ler coisas com sentido, que não sejam só de romance, ficção científica, moda que acaba sempre em romance...o que me deixa frustrada.

domingo, 9 de janeiro de 2011

E no domingo quando senti-me só...

É noite, e lá fora está precisamente a chover desde a tarde. Acordei mas só levantei da cama duas horas depois. Estivera a pensar na vida, estivera a pensar em mim. Em como o mundo é tão dinâmico, quase cruel. Cruel pelo seu tempo, que não espera por ninguém, cruel pelo seu egoísmo. Não se importa se estamos indecisos, angustiados, inseguros. As decisões são para ser tomadas - e já. O mundo à nossa volta não se importa, mal espera pelos nossos medos serem ultrapassados, o que me recorda então uma frase que tinha visto: ''Os jovens não foram feitos para viver os prazeres, mas para viver os desafios''. Quem me dera que fosse tudo mais fácil, caminhar e sentir a segurança incumbir-me conforme os sons dos meus passos, andar de rosto erguido na linha do horizonte, saber para onde vou e para onde QUERO IR.
Pois é, é domingo, e perdi a conta do números de domingos em que me senti assim. Sei lá, domingo é tão melancólico e triste.
Sou capaz de acordar amanhã com uma ideia totalmente diferente e pensar, que porcaria é essa que eu escrevi?
Mas assim me senti, e assim espero não voltar a e sentir, porque pouco a pouco vou me contentando com a ideia que a vida é mesmo assim, dúvidas são milhares e as certezas muito vagas.
É verdade, hoje acordei Emo. *-*  Lool

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cientistas prevêm direitos humanos para robôs (Tristeza e xplico pk)

Na noite de ontem vejo uma notícia num conceituado programa de televisão que me deixou um tanto quanto indignada e em dúvidas. Trata-se de uns cientistas de vários países do ''1º mundo'' como se diz, japoneses, americanos e alguns europeus, a concluirem um estudo sobre robôs e como estão e poderão ainda evoluir. Um dos quais chegara mesmo a dizer, que estamos a trabalhar no sentido de os humanos poderem satisfazer-se sexualmente com os robôs, amas para os seus filhos e professores. Nada contra, isso, até eu saber que os custos rondam os milhões e quase bilhões de dólares. Agora me questiona o facto de todas as organizações mundiais de ajuda humanitária, as políticas do mundo actual que apelam à um menor consumismo (tudo está em crise, xD) aderem a iniciativas deste género, porque sim, os estudos científicos são ''bancados'' pelo governo.
Tristeza do povo africano, quando parece-nos que o mundo está virado para África e aos seus problemas e necessidades, vemos que não passa de uma boa e bela história de quem somente quer aparecer. Verdade ou não, mas ninguém quer saber das nossas carências, o mundo desenvolve e cada vez mais, nós por cá, temos que nos contentar com o atraso. Cabe a nós ''sair dessa'' sozinhos.
Posso estar errada, mas, é a opinião que tenho. Mas claro, os países desenvolvidos em nada têm culpa da nossa situação e se a ciência os permite, que explorem os seus limites, mas que nunca se esqueçam que Africa já foi e ainda é fundo financeiro para muitos países ocidentais. E a relação não pode ser somente comercial.
Só para acrescentar : um político qualquer americano já declarou que para minizar a situação da fome em Africa são necessários apenas 0,5 do PIB ( Produto Interno Bruto) dos 14,3 trilhões de dólares anuais da Economia dos USA. Sem contar com o Japão, blablablá...