sábado, 19 de fevereiro de 2011

ºººBlocked Mindsººº

Os meus olhos abriram-se. Olho pro lado e vejo uma luz entre as janelas do quarto. É dia. Mais um dia que começa. Começa na esperança de que tudo seja melhor, que eu seja melhor. Tenho 18 anos, e dizem que tenho muito tempo pela frente. Ok. Mas o que eu for no futuro dependerá do que estou a fazer agora. Não é pouca responsabilidade, pois não? Admira-me imenso verificar que aproximadamente 70% dos adolescentes (exagero sei ) não cultiva ambições para a sua vida..'' Quero ter muito dinheiro'' isso não é ambição. Queremos todos nós isso, mas o mundo já existe há tempo suficiente para sabermos que as escolhas e atitudes que tomamos é que nos levarão a tais concretizações. E isso não se verifica. As pessoas limitam-se a viver a vida como se o tempo não existisse para quem no caso é jovem. Consequentemente, vemos uma sociedade cada vez mais crua espiritualmente. Mentes muito superficiais e com personalidades pendentes. A personalidade de quem está constantemente a mudar, ou a alterar as suas ideias com base na maioria. Exemplos práticos, Em conversa com uma conhecida minha sobre o curso de Medicina que pretendo fazer, ela espantada diz-me '' porquê Medicina, existem cursos tão bons ''para mulheres'', Medicina é difícil. Eu vou fazer economia.'' Wtf!? Quer dizer que as mulheres devem limitar-se a cuidar do aspecto, conseguir alguém por intermédio dessa mesma aparência, fazer um curso de direito, ou economia para ter um diploma, e por aí ficarem? Preocupante, acho, porque não podemos voltar à essa mentalidade antiquada, principalmente se isto partir das próprias mulheres. Vamos ter ambição, lutar para conseguirmos o que queremos e arriscar. Arriscar é a chave do sucesso. Não precisam de pensar muito para reconhecer isso. Ou pensavam que os ricos, milionários, já saberiam o que lhes daria dinheiro e fama. Eles tentaram.
'' O amor próprio deixou de estar na moda, as pessoas preferem passar a vida a idolatrar a vida de outrem.''
Ame-se, e cuide de si mesmo. Faça o que lhe faz bem, e o que é o melhor para si. Não pense demasiado nos outros. Got it?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Memórias de uma NERD, OMG! como eu já sofri...

 Fecho os olhos e felizmente consigo ainda abstrair algumas memórias, lembranças, sentimentos, rostos, sons, imagens. Fui feliz, não tive muitos amigos, mas vivi, e me foi permitido sonhar. Sonhar como nenhuma criança consegue fazer. Lembro-me de ter duas amigas, e de me sentir sozinha muitas vezes.De ver as outras crianças brincarem e não conseguir acompanha-las.Era franzina, chorona, betinha, mimosa, sonhadora e tinha dois palitos como pernas.Não queria jogar zero, mete-tira (sounds weird), ou discutir (passatempo preferido das meninas). Eu sonhava, queria fazer ballet, pintar, desenhar, ter a casa da Barbie.
Não sei por que motivo, mas não me enquadrava muito com as outras crianças e se jogasse algo com elas, era a menina que meia hora depois estava a chorar, e a prof vinha com um rebuçado aí eu parava.



Era aquela que no recreio sentava sozinha com a lancheira...tinha uma só, da Barbie e o lanche era quase sempre o mesmo Sandes mista, maçã verde e água, odiava aquilo. Punham-me na ultima carteira, por ser ''alta'' apesar de usar um par de ''cacos'' , mas mesmo assim de mim vinham os melhores desenhos, as melhores notas, o melhor comportamento. Lembro-me que uma vez a professora mandou-nos fazer um trabalho de um ano lectivo para  o outro a brincar, ninguém levou a serio e fui a unica a entregar, no primeiro dia de aulas, e a stora nem se lembrava.
Gostava também de passarinhos e observar formigas, e punha açúcar proximo delas só para lhes ver agitadas. Plantava tudo o que era semente e não só, ficava feliz quando realmente crescessem plantas, tanto que conversava com elas.


Mas há umas coisas que por mais que o tempo passe não me esqueço:  dos colegas que antes eram gozados e discriminados inclusive pelos professores e que hoje sei que não eram idiotas, eram deficientes. Dos ''rufias'' que me maltratavam muito, quando eu não conseguisse bater a bola, correr depressa ou qualquer dessas coisas que as minhas perninhas na altura não permitiam. Das professoras que me humilharam  e chorei por isso. Do dia em que fui para a escola de camião com o meu tio, e chorei porque todo mundo estava a rir. Do dia em que não fui escolhida para fazer parte do grupo de dança das meninas por ser ''muito alta''. Quando todos se riam dos sapatinhos com meia de renda que eu usava, e eu chorava porque a minha mãe é que me vestia. Quando uma estupida me fez chorar, porque à frente de todo o mundo começou a dizer que eu já não tinha idade para usar lancheira, que tinha que trazer dinheiro para o lanche, por isso era ''boela'' (tinha 8 anos e ela devia ter 9 ou 10). Isso só me isolava mais das outras crianças. Mas eu mandei foder tudo e todos, tinha notas impossiveis, e todos os mimos inimagináveis por isso.



My first BFF


Até que conheci a Sandra, caboverdiana, boa aluna, não tratava mal ninguém, também com poucos amigos, desenhava muito bem também e adorava  Barbies, betinha mas não tanto quanto eu. Era uma irmã para mim, passava tardes na minha casa, eu na dela. Os nossos pais se conheciam, eu queria ser como ela, imitar o que ela fazia, ter o que ela tinha, fazer o que ela fazia, porque a achava demais! 

Só que... ela foi embora, voltou para CV. Deixou-me uns nrs de telefone de CV, tentava contactá-la todos os dias com a minha mãe e quando nos atenderam, atenderam tão mal, que eu chorei, chorei não por isso, mas porque senti que era o fim da minha amizade de 4 anos com a Sandra e que nunca mais a iria ver. Nunca gostei tanto de uma pessoa como dela, ela também gostava muito de mim. Eramos irmãs como a mãe dela dizia. Lembro-me de tudo, do Bobby o cão dela, da mãe dela, da casa dela, do pai dela, do sorriso dela, do penteado que usava sempre, da letra, do caderno,do que vestia, das mãos, dos desenhos e do lanche dela que era sempre melhor que o meu, do que ela gostava e não gostava.

Tenho até hoje um bilhete escrito na altura em que ela foi-se embora, não me lembro o que escrevi. Mas esse bilhete escrevi à noite, quando não conseguia dormir de tanto chorar, e pus dentro de um bonequinho de enfeite da sala que tinha um buraquinho na base. O bilhete está lá até hoje, e o bonequinho por sorte ainda existe. Decididamente vou partir o boneco de vidro ainda este ano, porque é impossivel tirar o bilhete porque ele não passa pelo buraquinho. Procurei Sandra pelo hi5 na época em que todo mundo tinha, na esperança de que em CV pudesse encontrar algum vestigio. E nada. Hoje mesmo fui ao Facebook procurei por Sandra Miranda e nada. A não ser que a cara dela tenha mudado muito, o que não acho.
Hoje já não choro, mas sinto ainda a falta dela. O vazio que ficou, quando fomos totalmente separadas quando crianças. Perdi a minha amiguinga de infãncia, a única amiga da escola. E voltei a ficar sozinha. Até que em 2004 na 5ªclasse, numa turma diferente, sem amigos, sentada no fundo da sala, conheço outra rapariga que mudou a minha vida também. Alguém que veio compensar a dor de ter perdido a minha amiguinha. Miriam Joceline Lisboa de Almeida... ( o resto só depois noutro post)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



Uma coisa que ainda não percebi bem, mas que hoje já percebo melhor. Porquê que nós estamos constantemente a fazer planos,perspectivas de vida? Será que não é uma forma que arranjamos para nos mantermos ocupados a pensar em alguma coisa, e PIOR, pensar que a seca de hoje no futuro será o triunfo, porque as coisas são assim. Tudo tem seu tempo, mas se não fizeres nada por ti, o tempo esquece que existes,  cabe a ti acordares enquanto ele existe. O tempo nunca foi muito amigável comigo. (não aprendi a andar de bicicleta, a nadar, a jogar 35, a plantar bananeira, a fazer flexões xD) e já não há muito o que fazer por isso, porque tudo tem seu tempo.

Sou exagerada quando faço planos, tenho ideias, e acho que é ''aquilo'' ou ''isto'' que vai me fazer super, hiper, mega, ultra, exageradamente Feliz. E as coisas não são assim, porque têm prazo de validade, e depois enjooam. A vida é uma merda quando não sabemos vivê-la. A proporção exacta da vida não é querermos ser felizes com os mesmos motivos dos outros, mas sabermos dar valor ao que temos agora e com isso sermos felizes. Por exemplo: acordar hoje e saber que tens os olhos, o nariz, o pescoço tudo no lugar e ser feliz , Lol, não é pra tanto, mas sei lá, se formos a ver Deus dá-nos o almoço, o jantar, o lanche da tarde, a mãe e pai chatos, e reclamamos da vida, tem gente que nem sabe o que é isso, ter o que comer quando quer e ter uma mãe e um pai que gritam sempre contigo ( provavelmente para te tornares numa pessoa melhor). Sooo, EU sou feliz, gosto de quem eu sou, do que tenho e do que ainda  posso ser, fazer e ter.

Internet vs Livros



Sabe aqueles dias que acordas a pensar, mais ou menos motivada: hoje vou estudar! Nada nem ninguém me impede. Assim que começa então toda a chatice no caso se for Fisica, e surge a ideia de fazer aquela "mini pausa" para comer qualquer porcaria e acontece que também te lembras que tens que ir ver qualquer coisa na net sem importância,mas que não podes deixar passar no momento. Então é o que sempre digo, pc uma vez aberto, projecto desfeito. Problema é que as horas passam e passam tão rápido quando estamos a fazer algo que gostamos, Internet. A minha perdição esses dias tem sido o Youtube, porque passei a acompanhar inúmeros Vloggers, de pessoas com excelentes personalidades, divertidas, e Lol, eu me apaixono fácil por quem me impressiona, o que no caso não é fácil Lol. Vloggers é uma espécie de Blog em vídeo dai se chamar Vlogger. E eu vejo de tudo, de Nerds, Emos, bem Girlies. Ocupa-me as horas extras que tenho de sobra. Mas, desfoquei-me do assunto inicial, o que eu proponho para mim, porque o Blog é muito pessoal, portanto falarei mesmo de mim, já que não sou poeta, nem tenho vocação (se não gostam Wthvr), como eu ia dizendo propus-me a ficar duas semanas sem Computador, sem Internet. E esse tempo vou usar para estudar mais, apanhar um pouco de sol, ir buscar o raio X que está pronto há duas semanas e tenho preguiça de ir levantar rsrs, e acabar de ler um Optimo livro que sempre quis terminar de ler, mas nunca consegui porque a Internet é ciumenta. O título é ''Jesus Sinal de contradição'' de Felipe Aquino. E o nome pode parecer ''too much'' para uma pessoa da minha idade ler, mas é algo que eu preciso, do tipo de livros de auto-ajuda que não sejam chatos, só que esse não dirige conselhos nem nada disso, ele retrata todas as dúvidas, taboos que a religião enfrenta, e como os adolescentes podem ser religiosos sem se sentirem excluidos dos seus meios sociais. Sooo, é o que vou fazer nessas duas semanas, cultivar um pouco a minha sabedoria, alimentar a minha alma com palavras de conforto, ler coisas com sentido, que não sejam só de romance, ficção científica, moda que acaba sempre em romance...o que me deixa frustrada.