quinta-feira, 30 de junho de 2011

Com o tempo se aprende...

Com o tempo se aprende. Foi preciso sofrer, chorar, cair muitas vezes para aperceber-me de que NUNCA tudo está perdido. Temos muitas escolhas, muitos refúgios cabe a nós no meio de todo o pesadelo, abrir os olhos, acordar e vê-los. Por vezes, estão mesmo à nossa frente. E assim o fiz. Reparei que de entre tantas dificuldades, obstáculos, inseguranças, «dar a volta por cima» dependia de mim, e de mais ninguém. Ergui-me e decidi insistir e pedir ajuda. Pouco se conquista quando não somos persistentes, poucas alegrias temos quando reservamos nossos corações. Por isso, hoje eu digo, não consegui. Um dia conseguirei. Porque enquanto puder vou lutar pelo que me realizará.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Serviço de (In)utilidade Pública

Serviço de Utilidade Pública.
Não é e nunca foi intenção minha tornar este blog tão pessoal. Porque a minha vida pessoal não é a coisa mais entusiasmante do mundo. Mas, essa semana, passei por algo que eventualmente algum de vocês vai passar, ou já passou. Fui operada. Sim, não sou medrosa, muito menos de fazer queixumes, tenho certa tolerância a dor que muita gente (Homens) não têm. Mas sou muiiito pessimista.
Como ia dizendo, fui operada à um desvio do septo nasal (pesquise quem quiser), cirurgia simples, pequena, demorou pouco mais de 1h. Gostei da sensação pós anestesia geral. Estive umas horas a flutuar, num universo paralelo ao nosso, estava literalmente high. Até esse mesmo efeito excitante passar, comecei a sentir dores. Dores de todos os tipos e proporções. Fraquezas, enjoos, até começar uma hemorragia que mobilizou as enfermeiras todas do turno da madrugada. Perdi o equivalente a 2 balões de sangue. Saiam pela garganta. Lembro-me de ir para as urgências numa cadeira de rodas, com uma sra a carregar-me o soro. Haviam parentes de outros internos, a olharem para mim como se tivessem visto um ET, tão ou mais assustados que eu. Parecia uma cena retirada de Anatomia de Grey, ou Hospital Central, todo o mundo a correr de um lado para o outro. Ai se evidenciou uma das minhas maiores qualidades: pessimismo. ''Já não poderei fazer os exames''...''Menos de duas semanas não saio daqui'' ...''De hoje não passo''.. ''nem despedi a minha mãe''.
''Adeus Bat country ao vivo''O médico atendeu-me, e aí tive que suportar uma das piores dores que um médico pode proporcionar à um paciente. Basicamente ele.
1- Aspirou-me o nariz com uma espécie de motosserra
2-Enfiou-me dois tamponetes do tamanho de um tronco dentro do meu nariz.
3-E disse, desculpa...teve que ser assim.


Concluindo, o atendimento foi excelente, os médicos são bons no que fazem, mas NUNCA nenhuma cirurgia é pequena ou simples. Hoje vou para o 3º dia depois da cirurgia, e dói-me muito a cabeça ,os ouvidos, por causa do inchaço causado pelos tampões que de tão grandes tocam-me no cérebro (exagero). O pouco que durmo devem-se aos sedativos para a dor que tenho tomado. O texto acaba aqui, porque tomei um  sedativo há poucos segundos, e o efeito se faz sentir imediatamente.