segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lutar pelo que é meu
















Enquanto eu tiver fome,
Haverei de cravar minhas mãos sobre a terra e torná-la fértil
Não serão as sementes que dar-me-ão os frutos
Mas o suor caído da minha testa ao implantá-las

Enquanto o frio se fizer sentir
Não o amaldiçoarei
Esperarei pelo contemplar do sol no dia a seguir

Sobre a cor da minha pele
Formar-se-ão cicatrizes
E não as usarei com disfarce
Serão tidas como complemento daquilo que sou


Esperarei mui pacientemente
O reflorescer das flores
E o desabrochar dos frutos

Com escudo lutarei contra as pragas
O balanço final será vitorioso

E aí sim direi que das minhas mãos saciei minha fome...

sábado, 18 de maio de 2013

Sem coincidências





Se a riqueza material não estiver nos planos do meu destino, espero ao menos ser rica espiritualmente o suficiente para não invejar as conquistas alheias, para não cair na tentação de comparar a minha sorte com a dos outros. Quero que a minha felicidade advenha das coisas imateriais, para que assim, quando abandonar esta terra leve comigo junto os meus tesouros, ao contrário daquele que apenas soma objectos e com ele nada vai junto...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Errando para não falhar





Eu sou o mistério
Aquele do qual nunca terás a verdade
Muito menos a mentira

Tão profundo como um oceano
Tão intenso como um dilúvio

Meu rosto não define quem sou
Minhas acções confundem ainda mais

Meu mundo não gira
Eu giro a volta dele

De mim não esperes nada
Espere tudo

Tentar descobrir-me
É querer desafiar-me

E quem a mim desafia
Conhece apenas meu lado calculista
Sou óptima a ser boa
E excelente a ser má


De mim não esperes nada
Espere tudo...

terça-feira, 23 de abril de 2013

De voltaaa

Que saudades! Que saudades!!

Há muito que não faço um texto de ''conversa fora'', apesar de os meus leitores nem sempre se manifestarem, eu reconheço e agradeço a cada um por passar aqui no meu blog, uma vez que cada passagem aqui nesse cantinho, o registo de visualizações faz o trabalho de informar-me, obrigada por perderes o teu tempo comigo.

Verdade é que eu estava cheiaa de saudades vossas, muitas mesmas. De escrever baboseiras e mesmo assim ter um bom feedback. Devo satisfações sobre a minha ausência e receio que a justificação não seja das melhores: preguiça!
Isso mesmo, julguem-me, atirem-me pedras. Eu mereço esse castigo.

Estou tão feliz, que nem imaginam. Sabem quando consegues que coisas mínimas te alegrem o dia? Pois, é assim que tem sido o meu 2013, desde que me mudei para Madrid... MADRID!!!!

Deixa-me contar-vos o que essa ''pessoa'' anda a fazer em terras de Santiago Bernabéu. Não tem grande relevância senão a minha crença de que felicidade completa existe, e que se não estamos felizes com alguma escolha, é sinal de que cometemos erros. E os erros devem ser.. corrigidos! Pois, até agora, ter abdicado de Lisboa para Madrid tem sido senão a melhor escolha que fiz desde que deixei o cantinho dos papás, back in 2011. Sinto-me feliz aqui, gosto de tudo em Madrid, desde às pessoas, ao clima, à arquitectura, ao aroma, ao movimento, à agitação, à diversão, à alegria das pessoas, a comida!! Do meu cantinho... e mais umas trezentas coisas que só em off posso contar.

Cada cantinho que vou, cada terreno que piso, descubro algo. Descobrir! Isso mesmo, não existe nada melhor para uma pessoa assumidamente amante da solidão do que puder descobrir. É sentir-se dono de si mesmo, é sentir-se capaz de explorar, é ser desafiado pelas ruas longas, paralelas, oblíquas, gigantes, pequenas, modernas, velhas. É sentir em cada esquina um perfume de uma árvore diferente, o assobio de um pássaro diferente em cada passo, é baixar o rosto à intensidade do brilho do pôr-do-sol sobre os teus olhos. Sentir-se ''da casa'' ao entrar num barzinho e ser recebida com um hola! Que tal guapa?

Aproveitando a deixa, e porque estou sem inspiração para pensar numa frase formal, vou deixar aqui umas fotos dos meus lugares favoritos de Madrid.









sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dúvidas?







Dúvidas! Fazem-te olhar a vida do tom cinzento de um dia chuvoso, de senti-lá como uma rosa cheia de espinhos, e de gosto de um amargo café velho. É horrível quereres algo, e nao saber os porquês, o que vem, virá e acontecerá, mesmo sabendo que é assim que anda o curso da nossa existência, por vezes ficamos pelo medo de arriscar. E assim se perde de novo uma parte de nós, aquela parte que de certa forma era romântica, acreditar, imaginar, sonhar, almejar, esperar - Aventurar!
O ser indeciso nada espera, porque nada decide. Nada usufrui porque nada decide. Nada vive, porque nada decide.