quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Feliz

Feliz..! 
Como a alma de quem não tem devedores
Feliz..!
Com a leveza "plúmica" de quem descansa sobre uma consciência tranquila 
Feliz..! 
Como quem sorri e ri de tudo e o que mais quer é viver em paz 
Feliz..!
Como quem perde a loteria por um número e corajosamente dá gargalhadas da própria sorte-azar
Feliz! Feliz!
Eu sou.
E quero me permitir (sempre) ser!! 


Números

2015, e agora 16.
Mudaram algumas coisas, umas para melhor e outras talvez... Mudarão. 
Cada número merecia uma reflexão, pelo menos se eu tivesse maior sensatez (...)

Tentei rimar apenas, não se importem com a poesia pobre que por vezes escrevo. Nem pela aparente melancolia que denunciam meus textos. Atenção nem sempre é o artista, é a arte. 
Mas apeteceu-me escrever, espero sinceramente que a boa vontade em prosseguir com o blog continue em 2016 e quem sabe de vez. (Risos) 

A poesia que escreveu Drummond



Não se mate

Sossegue... o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
Reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão (...)

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não! 
No claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá disso.
Não se mate.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O que não muda com o tempo?


Deixei. 

Deixei de fazer questão que as pessoas permaneçam em minha vida. Deixei de me importar com chamadas telefónicas não feitas, mensagens não recebidas, e de reencontros que não passam de promessas. 
Tornei-me na mesma pessoa que não telefona para dizer um "Oi", não envia mensagens de texto e responde à toda gente que "combinamos algo depois" sem qualquer intenção de materializar o prometido.