O que é que se passa com o mundo? E eu sei lá a resposta.
Em conversa perguntaram-me isso segundo argumentos baseados nos conflitos na África Ocidental ou Branca como queiram, no furor e violência com que se tem tratado os problemas políticos, o que denota que o homem está a perder a capacidade de raciocinar com devido senso e ética. Estamos todos a perder as estribeiras e a noção de tudo à nossa volta, bem como o significado de viver em sociedade, que implica tolerar, respeitar, ajudar ao próximo. A palavra ''mútuo'' existe ainda, só que no dicionário. E quando se fala em mudanças relativamente ao mundo, ao nosso mundo do sec XXI não se pode deixar de citar os problemas climáticos que temos vindo a enfrentar. Nomeadamente catástrofes, desastres naturais, que uns dizem ser fruto da fúria da Natureza para com o Homem, e outros defendem que sejam consequências de anos de exploração dos recursos, só que o único protagonista é o próprio Homem, e nada metafórico como a fúria, ou vingança da natureza (bons temas para filmes) como eu tinha dito anteriormente.
E qual a minha opinião?- Nenhuma, vamos nos prevenir como for possível, só. (A sério eu tento fazer alguma coisa,depois explico o quê).
Quanto às guerrinhas...nem guerras ainda são
Sinceramente já me ocorreram várias versões, ideias na minha cabeça, uma delas é a de que factos como esses já ocorreram só que a midia é a responsável pela expansão e pela interpretação da própria noticia por nós. Exemplo disso, durante a guerra do Bush ou sei lá o quê, morreu tanta gente quanto tem morrido hoje nesses conflitos árabes. Mas na altura pouco se falou relativamente a isso, por ser a guerra do forte com os miseráveis.
Enfim, sei que não sei muita coisa, cada dia que passa sei menos, e desisti de tentar perceber o que é política. E tenho a certeza que é a última vez que falo, tento falar ou escrevo algo relacionado.
Solidão. Não é algo de que goste muito, mas consigo aprecia-la. É o meu momento para respirar, reflectir, e dedicar-me a fazer o que eu gosto: nada.
Não sei se é um prazer meu ou algo que se tornou um hábito. Muitas pessoas não conseguem interpretar a solidão como um bom momento, mas atenção solidão não significa isolamento.
A vida social impõe-nos muitas exigências e pressões relativamente ao facto de sermos aceites. Ser aceite, é a principal forma de caracterização de que determinado individuo encaixa-se e faz parte de um grupo, comunidades. Isso em toda a parte, até com os animais.
Lembro-me das várias vezes que acordei cedo e fiquei na cama por várias horas, das vezes em que não carregava o telemóvel, nem ligava o msn, não conversava nem com as pessoas de casa ou da escola. E perguntavam-me se tinha algum problema. (rsrsrs)
Aprendi por isso, a dar valor aos meus amigos. As pessoas vivem obcecadas por ter uma vida social dinâmica, o que não implica muitas das vezes amizades de suporte. Eis a problemática. Quantos amigos e não que amigos.
Redes sociais, exemplo disso. Eu tenho perfis em vários por imensas razões:
1- Manter o contacto com ''amigos'' à distância.
2- Há quem não admita, mas gostar de bisbilhotar a vida do outro é quase como uma característica de todo o ser humano. Não sou excepção.
A esmagadora maioria (nada contra) tem-nas com um unico objectivo, ter o numero máximo de amigos, procurar gente interessante, e automaticamente fazer parte do grupo daqueles que são interessantes. Sei lá. Cada um com as suas ideias, objectivos.
Só para esclarecer algo, os solitários são muito mal interpretados. Não faço a mínima ideia se faço parte desse grupo ou não, mas quem o for não tem motivos para ter vergonha disso, e pensar que é mais infeliz que outros. Eu tenho uma vida não muito dinâmica, tenho os meus relacionamentos e sou muito abençoada por ter os amigos que tenho que antes de mais conhecem-me e os confio. Lembranças dos tempos L.Azevedo,M.Joceline,Erica xD
Ando frustrada com uma série de coisas. Ter que estudar todos os dias, e mesmo assim parecer insuficiente o que consigo memorizar. Ter que cumprir as outras tarefas normais, rotineiras diga-se de passagem, como comer, só que agora EU tenho que cozinhar o que como, arrumar a casa, porque detesto sujeira. São obrigações essenciais quando se vive sem pai nem mãe, mas não deixam de ser uma parte do teu tempo que poderias usar para dormir, estudar,ler, ver tv, tar na net,sair, e simplesmente o perdes. A porcaria das aulas,das explicações que tenho pago e não vejo efeito nenhum, muito menos progressos. Não simpatizei com a explicadora, ela é daquelas trintonas que terminaram um curso superior de algo que idolatravam, mas que não dava garantias nenhumas à vida, como emprego. A minha fez o curso de Matemática, segundo ela, POR AMOR. Hoje tem o diploma provavelmente guardado numa gaveta, e dá explicações a desesperadas como eu. Não deve ganhar grande coisa, porque EU faço o salário dela, mas acha-se a pessoa mais inteligente, sábia, culta, superior do mundo. Não tenho nada contra quem trabalha, dá no duro, porque a vida não está facil para ninguém. Por isso detesto quando alguém tem atitudes de superioridade quando no fundo comemos do mesmo pão duro. Ham, sem contar que ela é estranha, tem mau hálito, muitos pêlos incluindo bigode, tem uns cabelos tinjidos de vermelho, espigados, e veste-se como uma rameira no carnaval. Enfim, a figura é do pior possivel. E não me critiquem. Olha que se fosse um rapaz a descrevê-la seria mais duro na descrição. Enfim, assim os meus dias vão se seguindo. A dois meses de fazer os exames nacionais, e os sinais de desequilibrio, instabilidade, perturbação psicológica e social (se é que isso existe) começam a surgir.
Qualquer dia vou para um canto vazio e grito, para ver se liberto a tensão.