terça-feira, 27 de setembro de 2011

God help meee!

Sou preguiçosa. Não queria mudar, mas sei que não me faz bem. Nunca corro atrás do que quero com persistência. Desisto a primeira derrota, normalmente. Custa-me perder, aceitar que falhei, que fracassei. E ao invés de resolver os problemas de origem, fujo e tento sem sucesso esquecê-los. Com eles surgem os conflitos coração vs razão. Descobri o quanto sou preguiçosa no que toca a enfrentar a vida porque pondo-me a pensar descobri que não por uma questão de sonho de vida mas por facilidade/utilidade, o melhor para mim seria ganhar a loteria, ficar milionária e resolver todos os meus problemas de uma só vez, mesmo sabendo que o dinheiro traria provavelmente uma felicidade artificial. Mas na cabeça de um preguiçoso não estudar, não ser exigido, não ser cobrado pelos pais nem pela sociedade, e nem trabalhar ou pedir (no caso) para ter algum dinheiro vale quase tudo. Até mesmo ficar rica aos 18 anos e estar condenada à solidão, à pessoas falsas, interesseiras e à uma vida sem piada nenhuma. (Isto sou eu a supor a vida de um milionário de 18 anos hehe).

Vontade ridícula do dia: Comprar já os boletins  do Euro Milhões e jogar, porque na verdade só tenho a perder uma embalagem de pastilhas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sugestão do mês: Para ler e aprender

''...e se o mundo acabar mesmo em 2012, nunca serei médica?''
''...onde devo eu estar em Dezembro de 2012, não sei mas eu quero a minha maaaaaãe!''
''E se uma guerra no mundo começar e eu perder tudo o que tenho, passar fome ou simplesmente morrer numa explosão, num atentado?''
'' meu pai está doenteee!!! Ham, é só uma dor de dente...uffffaaa!''




Comprei à 2 meses um livro do tipo auto-ajuda, livros dos quais não me canso de ler. Gosto de colher a informação de pessoas mais maduras, mais experientes, já que eu dei-me conta que tenho muitos problemas de instabilidade emocional. Reconhecer que algo está errado connosco é provavelmente um passo muito importante, mas fundamentalmente é queremos nos ver livres do que nos aflige. O escritor Harold S. Kushner com o seu livro ''Saber viver num mundo incerto'' relata de forma muito tranquila os perigos eminentes a que estamos sujeitos diariamente e sobre como nós lidamos e deveríamos lidar com eles. Esse sentimento que pode ser vantajoso num meio social como o nosso, chamar-se-á cautela. Aquando o sentimento de impotência perante a vida, privações ou mesmo desespero, estará para o lado do exagero. Foi preciso eu ler este livro para perceber o quanto somos influenciados pelas nossas angústias, medos, e deixamos de viver como deveríamos. É essencial ter medo de todos os perigos, mas até que ponto? Ao ponto de desconfiarmos de tudo e todos? Ao ponto de somente termos/fazermos amigos via online? São contradições como estas que poderão encontrar nesse magnífico livro, que retrata esses ''medos'' numa perspectiva muito realista, com humor à mistura. Senti-me melhor a ler este livro, recomendo!

domingo, 7 de agosto de 2011

Insecurity Issues and Self Confidence

Se alguma vez...

1- Te sentiste sozinho estando no meio de muita gente, te sentiste abandonado porque "aquela" pessoa não precisou de ti, ou a sensação de perceber que não és tão importante para ele(a) como ele(a) é pra ti.
2- Faltaste a escola porque não te apetece nada socializar, nem ver gente. Pensaste "isso não é para mim", ou " não posso fazer isso porque fica-me mal" ou "o que é que as pessoas vão pensar?"
3- Faltaste aquela festa porque "não tens roupa"(não fazes a mínima ideia de como estar vestido adequadamente).
4- Ou o típico: Sou feio(a).
És um indivíduo psicologicamente, socialmente, emocionalmente NORMAL. Vivemos na busca insessante pela perfeição, e como a nossa natureza é imperfeita pecamos nesse lado. Porque exigimos muito de nós e deixamos de viver a vida. Porque viver a vida, querendo ou não implica as vezes errar, parecer idiota, ridículo, sem noção, realidades da qual não há como escapar.
Desculpa, NÃO SOU PERFEITO(A) e daí? Tenho menos direitos de fazer, ser ou ter?


Por mais conselhos que nos possam dar, por mais situações desagradáveis que vivamos, aprender com esses mesmos erros depende única e exclusivamente de nós. Digo por experiência própria, sou insegura, sou over-preocupada com o que não devo, e os amigos tão fartos quanto eu de os ouvir, vão-me dizendo que preciso de me soltar, de largar de vez certos preconceitos/medos/complexos.


Regras básicas:
Se gostas de tudo controlado (como eu), desiste! Enquanto o imprevisível, o inesperado e a surpresa existirem estaremos constantemente sujeitos a frustrações. (Frustrada- meu estado normal de 2 em 2 dias)
Se achas-te não tão bom nisso quanto...trabalha para melhorar. O teu dia chegará e serás melhor que ele.


Não sabes o que vestir? Vista o que gostas, e tenta desconectar os ouvidos e olhares da parte racional. (Questionaram-me porque uso o mesmo sapato quase todos os dias, mas eu gosto dele porque é pratico, confortável e bonito. O problema é meu? Não. Certamente da pessoa que não tem mais o que fazer)


Não és um galã? Qual o problema, o Messi também não o é. O facto ''ser bonito'' equivale a ''bem sucedido no amor, dinheiro e carreira '', mas o facto ''ser feio'' equivale a ''bem sucedido no amor, dinheiro, carreira mas com trabalho''. So why worry?
Cultiva o que está por dentro, existem mais homens bem sucedidos feios, do que bonitos, por causa da nossa cultura de acharmos que uma vez bonitos tem-se a vida feita. Os melhores maestros, guitarristas, cientistas, escritores, autores, directores de cinema, pintores, políticos, não são bonitos. ( Proximo post: Conceito beleza)


Não sei como terminar, mas basicamente é isso. Porque honestamente, reajo e faço o contrário do que escrevo, mas por um simples motivo, sou do tipo de pessoas que precisa de ouvir, ler dos outros para melhorar, nunca sigo os meus instintos sem aprovação de terceiros (estou a tentar mudar isso). E sendo assim, pela lógica, se fores como eu, estarei a ajudar-te.