terça-feira, 23 de abril de 2013

De voltaaa

Que saudades! Que saudades!!

Há muito que não faço um texto de ''conversa fora'', apesar de os meus leitores nem sempre se manifestarem, eu reconheço e agradeço a cada um por passar aqui no meu blog, uma vez que cada passagem aqui nesse cantinho, o registo de visualizações faz o trabalho de informar-me, obrigada por perderes o teu tempo comigo.

Verdade é que eu estava cheiaa de saudades vossas, muitas mesmas. De escrever baboseiras e mesmo assim ter um bom feedback. Devo satisfações sobre a minha ausência e receio que a justificação não seja das melhores: preguiça!
Isso mesmo, julguem-me, atirem-me pedras. Eu mereço esse castigo.

Estou tão feliz, que nem imaginam. Sabem quando consegues que coisas mínimas te alegrem o dia? Pois, é assim que tem sido o meu 2013, desde que me mudei para Madrid... MADRID!!!!

Deixa-me contar-vos o que essa ''pessoa'' anda a fazer em terras de Santiago Bernabéu. Não tem grande relevância senão a minha crença de que felicidade completa existe, e que se não estamos felizes com alguma escolha, é sinal de que cometemos erros. E os erros devem ser.. corrigidos! Pois, até agora, ter abdicado de Lisboa para Madrid tem sido senão a melhor escolha que fiz desde que deixei o cantinho dos papás, back in 2011. Sinto-me feliz aqui, gosto de tudo em Madrid, desde às pessoas, ao clima, à arquitectura, ao aroma, ao movimento, à agitação, à diversão, à alegria das pessoas, a comida!! Do meu cantinho... e mais umas trezentas coisas que só em off posso contar.

Cada cantinho que vou, cada terreno que piso, descubro algo. Descobrir! Isso mesmo, não existe nada melhor para uma pessoa assumidamente amante da solidão do que puder descobrir. É sentir-se dono de si mesmo, é sentir-se capaz de explorar, é ser desafiado pelas ruas longas, paralelas, oblíquas, gigantes, pequenas, modernas, velhas. É sentir em cada esquina um perfume de uma árvore diferente, o assobio de um pássaro diferente em cada passo, é baixar o rosto à intensidade do brilho do pôr-do-sol sobre os teus olhos. Sentir-se ''da casa'' ao entrar num barzinho e ser recebida com um hola! Que tal guapa?

Aproveitando a deixa, e porque estou sem inspiração para pensar numa frase formal, vou deixar aqui umas fotos dos meus lugares favoritos de Madrid.









sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dúvidas?







Dúvidas! Fazem-te olhar a vida do tom cinzento de um dia chuvoso, de senti-lá como uma rosa cheia de espinhos, e de gosto de um amargo café velho. É horrível quereres algo, e nao saber os porquês, o que vem, virá e acontecerá, mesmo sabendo que é assim que anda o curso da nossa existência, por vezes ficamos pelo medo de arriscar. E assim se perde de novo uma parte de nós, aquela parte que de certa forma era romântica, acreditar, imaginar, sonhar, almejar, esperar - Aventurar!
O ser indeciso nada espera, porque nada decide. Nada usufrui porque nada decide. Nada vive, porque nada decide.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Prosas e contos part.1


A dor de um lamento

Carrego comigo um coração cheio de sonhos adormecidos. Mas ainda assim, um coração. De nada vale o corpo, quando a alma nela já não habita.
Antes de ser mulher de carne e osso. Fui mulher com desejos e sentimentos.
E os que tiveram o prazer do meu corpo, não atingiram o prazer de ter minha alma.
Os que de seda e ouro encheram meu corpo, não encheram minha essência de prazer e felicidade.
Sou mais que um corpo, sou uma mulher.
Sem mistérios porque minha jovialidade não é eterna, tampouco minha beleza.
Minha voz já não seduz, meu olhar já não encanta.
Meus beijos já não têm o mesmo gosto.
Minha quentura já não enlouquece, e meus seios já não são de aço..
O tempo passou, e com ele a sensação de ter falhado. De ter feito más escolhas. De não me permitir ter amado um homem. 
Não me apaixonei, a pensar que assim não sofreria.
 E sofri na mesma, sofri pelos beijos sem desejo. Pelos toques sem envolvimento. Pelo sexo sem emoção.
Sofri com todo o dinheiro que preencheu minha gaveta, e com o amor que não preencheu o meu coração.
O tempo não volta, a juventude muito menos.

Mas.. de que vale um corpo, quando a alma nela já não habita?


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Laura F. nada mais é do que uma vítima. Vítima daquilo que nos dias de hoje vem vitimando mais e mais pessoas. Deixar-se levar pela ostentação daquilo que os olhos vêm. Daquilo que o corpo tem.
Errou, não porque errar é humano. Mas por esquecer que é um ser humano.
E o ser humano, dizia a bíblia, não só do pão e da carne vive, mas das palavras. Dos sentimentos, dos desejos, do coração, dos sorrisos, do respeito, da honra.
O mesmo corpo templo coabitante da alma, da pureza do espírito divino, foi o mesmo cujo valor lhe foi retirado por um par de brincos de ouro. Um copo de vinho tinto. Um vestido de seda. 
Não amou, não se deixou amar.
Era enorme a solidão que sentia ao deitar-se no leito em que estiveram milhares de homens consigo.
Isso porque eles a tinham a ela, e ela não pertencia à ninguém.


Por: Marinela Gomes