Se alguma vez...
1- Te sentiste sozinho estando no meio de muita gente, te sentiste abandonado porque "aquela" pessoa não precisou de ti, ou a sensação de perceber que não és tão importante para ele(a) como ele(a) é pra ti.
2- Faltaste a escola porque não te apetece nada socializar, nem ver gente. Pensaste "isso não é para mim", ou " não posso fazer isso porque fica-me mal" ou "o que é que as pessoas vão pensar?"
3- Faltaste aquela festa porque "não tens roupa"(não fazes a mínima ideia de como estar vestido adequadamente).
4- Ou o típico: Sou feio(a).
És um indivíduo psicologicamente, socialmente, emocionalmente NORMAL. Vivemos na busca insessante pela perfeição, e como a nossa natureza é imperfeita pecamos nesse lado. Porque exigimos muito de nós e deixamos de viver a vida. Porque viver a vida, querendo ou não implica as vezes errar, parecer idiota, ridículo, sem noção, realidades da qual não há como escapar.
Desculpa, NÃO SOU PERFEITO(A) e daí? Tenho menos direitos de fazer, ser ou ter?
Por mais conselhos que nos possam dar, por mais situações desagradáveis que vivamos, aprender com esses mesmos erros depende única e exclusivamente de nós. Digo por experiência própria, sou insegura, sou over-preocupada com o que não devo, e os amigos tão fartos quanto eu de os ouvir, vão-me dizendo que preciso de me soltar, de largar de vez certos preconceitos/medos/complexos.
Regras básicas:
Se gostas de tudo controlado (como eu), desiste! Enquanto o imprevisível, o inesperado e a surpresa existirem estaremos constantemente sujeitos a frustrações. (Frustrada- meu estado normal de 2 em 2 dias)
Se achas-te não tão bom nisso quanto...trabalha para melhorar. O teu dia chegará e serás melhor que ele.
Não sabes o que vestir? Vista o que gostas, e tenta desconectar os ouvidos e olhares da parte racional. (Questionaram-me porque uso o mesmo sapato quase todos os dias, mas eu gosto dele porque é pratico, confortável e bonito. O problema é meu? Não. Certamente da pessoa que não tem mais o que fazer)
Não és um galã? Qual o problema, o Messi também não o é. O facto ''ser bonito'' equivale a ''bem sucedido no amor, dinheiro e carreira '', mas o facto ''ser feio'' equivale a ''bem sucedido no amor, dinheiro, carreira mas com trabalho''. So why worry?
Cultiva o que está por dentro, existem mais homens bem sucedidos feios, do que bonitos, por causa da nossa cultura de acharmos que uma vez bonitos tem-se a vida feita. Os melhores maestros, guitarristas, cientistas, escritores, autores, directores de cinema, pintores, políticos, não são bonitos. ( Proximo post: Conceito beleza)
Não sei como terminar, mas basicamente é isso. Porque honestamente, reajo e faço o contrário do que escrevo, mas por um simples motivo, sou do tipo de pessoas que precisa de ouvir, ler dos outros para melhorar, nunca sigo os meus instintos sem aprovação de terceiros (estou a tentar mudar isso). E sendo assim, pela lógica, se fores como eu, estarei a ajudar-te.
Com o tempo se aprende. Foi preciso sofrer, chorar, cair muitas vezes para aperceber-me de que NUNCA tudo está perdido. Temos muitas escolhas, muitos refúgios cabe a nós no meio de todo o pesadelo, abrir os olhos, acordar e vê-los. Por vezes, estão mesmo à nossa frente. E assim o fiz. Reparei que de entre tantas dificuldades, obstáculos, inseguranças, «dar a volta por cima» dependia de mim, e de mais ninguém. Ergui-me e decidi insistir e pedir ajuda. Pouco se conquista quando não somos persistentes, poucas alegrias temos quando reservamos nossos corações. Por isso, hoje eu digo, não consegui. Um dia conseguirei. Porque enquanto puder vou lutar pelo que me realizará.
Serviço de Utilidade Pública.
Não é e nunca foi intenção minha tornar este blog tão pessoal. Porque a minha vida pessoal não é a coisa mais entusiasmante do mundo. Mas, essa semana, passei por algo que eventualmente algum de vocês vai passar, ou já passou. Fui operada. Sim, não sou medrosa, muito menos de fazer queixumes, tenho certa tolerância a dor que muita gente (Homens) não têm. Mas sou muiiito pessimista.
Como ia dizendo, fui operada à um desvio do septo nasal (pesquise quem quiser), cirurgia simples, pequena, demorou pouco mais de 1h. Gostei da sensação pós anestesia geral. Estive umas horas a flutuar, num universo paralelo ao nosso, estava literalmente high. Até esse mesmo efeito excitante passar, comecei a sentir dores. Dores de todos os tipos e proporções. Fraquezas, enjoos, até começar uma hemorragia que mobilizou as enfermeiras todas do turno da madrugada. Perdi o equivalente a 2 balões de sangue. Saiam pela garganta. Lembro-me de ir para as urgências numa cadeira de rodas, com uma sra a carregar-me o soro. Haviam parentes de outros internos, a olharem para mim como se tivessem visto um ET, tão ou mais assustados que eu. Parecia uma cena retirada de Anatomia de Grey, ou Hospital Central, todo o mundo a correr de um lado para o outro. Ai se evidenciou uma das minhas maiores qualidades: pessimismo. ''Já não poderei fazer os exames''...''Menos de duas semanas não saio daqui'' ...''De hoje não passo''.. ''nem despedi a minha mãe''.
''Adeus Bat country ao vivo''O médico atendeu-me, e aí tive que suportar uma das piores dores que um médico pode proporcionar à um paciente. Basicamente ele.
1- Aspirou-me o nariz com uma espécie de motosserra
2-Enfiou-me dois tamponetes do tamanho de um tronco dentro do meu nariz.
3-E disse, desculpa...teve que ser assim.
Concluindo, o atendimento foi excelente, os médicos são bons no que fazem, mas NUNCA nenhuma cirurgia é pequena ou simples. Hoje vou para o 3º dia depois da cirurgia, e dói-me muito a cabeça ,os ouvidos, por causa do inchaço causado pelos tampões que de tão grandes tocam-me no cérebro (exagero). O pouco que durmo devem-se aos sedativos para a dor que tenho tomado. O texto acaba aqui, porque tomei um sedativo há poucos segundos, e o efeito se faz sentir imediatamente.