Serviço de Utilidade Pública.
Não é e nunca foi intenção minha tornar este blog tão pessoal. Porque a minha vida pessoal não é a coisa mais entusiasmante do mundo. Mas, essa semana, passei por algo que eventualmente algum de vocês vai passar, ou já passou. Fui operada. Sim, não sou medrosa, muito menos de fazer queixumes, tenho certa tolerância a dor que muita gente (Homens) não têm. Mas sou muiiito pessimista.
Como ia dizendo, fui operada à um desvio do septo nasal (pesquise quem quiser), cirurgia simples, pequena, demorou pouco mais de 1h. Gostei da sensação pós anestesia geral. Estive umas horas a flutuar, num universo paralelo ao nosso, estava literalmente high. Até esse mesmo efeito excitante passar, comecei a sentir dores. Dores de todos os tipos e proporções. Fraquezas, enjoos, até começar uma hemorragia que mobilizou as enfermeiras todas do turno da madrugada. Perdi o equivalente a 2 balões de sangue. Saiam pela garganta. Lembro-me de ir para as urgências numa cadeira de rodas, com uma sra a carregar-me o soro. Haviam parentes de outros internos, a olharem para mim como se tivessem visto um ET, tão ou mais assustados que eu. Parecia uma cena retirada de Anatomia de Grey, ou Hospital Central, todo o mundo a correr de um lado para o outro. Ai se evidenciou uma das minhas maiores qualidades: pessimismo. ''Já não poderei fazer os exames''...''Menos de duas semanas não saio daqui'' ...''De hoje não passo''.. ''nem despedi a minha mãe''.
''Adeus Bat country ao vivo''O médico atendeu-me, e aí tive que suportar uma das piores dores que um médico pode proporcionar à um paciente. Basicamente ele.
1- Aspirou-me o nariz com uma espécie de motosserra
2-Enfiou-me dois tamponetes do tamanho de um tronco dentro do meu nariz.
3-E disse, desculpa...teve que ser assim.
Concluindo, o atendimento foi excelente, os médicos são bons no que fazem, mas NUNCA nenhuma cirurgia é pequena ou simples. Hoje vou para o 3º dia depois da cirurgia, e dói-me muito a cabeça ,os ouvidos, por causa do inchaço causado pelos tampões que de tão grandes tocam-me no cérebro (exagero). O pouco que durmo devem-se aos sedativos para a dor que tenho tomado. O texto acaba aqui, porque tomei um sedativo há poucos segundos, e o efeito se faz sentir imediatamente.
Mari, muito obrigada!
ResponderEliminar"Ser operada" consta da minha "Lista de Coisas a Fazer e Experimentar" antes dos 35 anos, ou melhor constava! Obrigada pelo alerta de que por mais simples e pequena que seja uma cirurgia, ela não muda de nome.
De tudo que tão bem escreveste e descreveste tenho a destacar três coisas:
1ª "Não é e nunca foi intenção minha tornar este blog tão pessoal. Porque a minha vida pessoal não é a coisa mais entusiasmante do mundo"...hahaha, eu tenho um blog exactamente pelo motivo oposto: mostrar o quão desinteressante e monótona pode ser a vida de uma pessoa (no caso, eu).
2ª "Sim, não sou medrosa, muito menos de fazer queixumes, tenho certa tolerância a dor que muita gente (Homens) não têm. Mas sou muiiito pessimista."...medo é o meu sobrenome (ou já foi) e tolerar dor não é o meu forte, mas também sou muitooo pessimista!!
3ª "nem despedi a minha mãe"...lembro-me da última vez que pensei isso: dois dias depois de me ver sozinha em Madrid apanhei uma gripe descomunal e veio-me logo isso à cabeça.
Acho muito estranho cada vez que venho ao teu blog e encontro um post que parece algo que eu escreveria. Ainda me parece estranho!!
Então é serviço de utilidade... não sabia ao certo se contar a minha experiência poderia ajudar alguém. Mas Lol, tira isso da tua lista que para além da anestesia não tem piada nenhuma.
ResponderEliminarE obrigado mais uma vez. Hum?! Somos parecidas, não? Mas não existem coincidências, isso eu sei. :) Bjooo Kutxinha