segunda-feira, 16 de abril de 2012

Porque os ricos são sempre ricos?

Porque ricos são cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres?
Porquê?

Semanas atrás perguntaram-me em quem eu tinha votado como vencedor do Big Brother Brasil (Nem assisti sequer o tal programa). Dois dias depois da final do bendito maldito reality show, uma pessoa amiga totalmente histérica pediu-me que fosse à internet procurar pelo nome do vencedor do  prémio de 1 milhão e sei lá. Suuuper interessada que eu estava em procurar aquilo, encontro uma notícia curiosa. Qualquer coisa como: Novo record do BBB, 43 milhões e blablabla de votos só na final!!!
 Tipo?!?  Sim, o programa tem bastante audiência. E não é de se estranhar que atinga tais números. E antes que pareça um discurso hipócrita, eu já vi sim Big Brother, gostava e também como as outras pessoas, contava as horas para que o programa começasse. Hoje não seria diferente, se eu não tivesse tomado a sensata decisão de privar o meu tempo de inutilidades. As coisas mais fúteis são as que mais facilmente encaixam-se no nosso quotidiano. E consequentemente ocupam muito tempo. (Debater sobre ''a prova do líder'',  a saída do fulano). Enfim, continuando. A resposta à questão que fiz inicialmente pode-se espelhar nesta confusão que contei aí acima. Como? Vejamos. Cada voto, cada minuto que tu perdes a assistir à um programa de televisão, cada telefonema, cada debate, todo esse tempo cedido se converte em dinheiro. Dinheiro à mais para um, o mais esperto, que na maioria dos casos já tem de sobra e dinheiro a menos para o mais idiota.
É esta a dinâmica do mundo, e não se pode mudar. Claro. Mas não haverá um limite? Um limite baseado no que é prioritário e no que não é. Parecemos todos às vezes um rebanho de ovelhas movidos por algum superior, incapazes sequer de reflectir o que é útil ou não para as nossas vidas. O que nos traz benefícios ou não. E pior não perceber a importância que a individualidade tem num conjunto. Não sejamos meros telespectadores, sejamos as personagens principais da história das nossas vidas.





OBS: Nada contra os programas de entretenimento. Apenas contra exageros.

1 comentário:

  1. Verdade!
    Hoje em dia, tudo é movido a futilidades. (Ainda não consegui entender quais os reais objectivos dos reality shows).
    Texto coerente e bastante apelativo.
    Feliz por conhecer o teu blog, Marinela.

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