segunda-feira, 7 de maio de 2012

O.D.I.O.

Acordei envenenada hoje. Pelo pior e mais doentio veneno: Ódio.
Decepcionada com o nível de imperfeição de um mundo que tinha tudo para ser perfeito, deixei nascer em mim um tremendo ódio pelo mundo em que nascemos. A beleza do mesmo, que sempre fiz questão de frisar, tornou-se invisível hoje, nesse mar de obscuridade e malícia que circunda à nossa volta. O homem é o X da questão, mas como também faz parte de todo projecto, digo mesmo que o meu ódio é pelo mundo.
Não é possível que a vida se resuma a isto, TEM que haver uma outra, tem de existir uma outra versão. Como poderá um projecto tão belo e tão perfeito aparentemente com os seus infinitos e profundos oceanos, diversidade de cores, espécies animais, das montanhas mais altas, às mais profundas cavernas, da chuva que cai e irriga o solo, do mesmo solo que brota um girassol amarelo, uma tulipa negra, uma orquídea lilás. Da humilde terra que mesmo pisada, desprezada, cuspida, consegue brotar da mesma, uma árvore de fruto, resumir-se apenas a isso?
A sociedade está feita um lixo, é o termo mais adequado. Um saco balanceado com maioria inútil e alguns restos ainda aproveitáveis/recicláveis.
Sou católica, embora seja mais espiritualmente activa do que propriamente religiosamente. (Será que isso existe?), enfim... (em outras palavras não sigo as regras impostas)

Como tal e como diz a Bíblia e as crenças Cristãs, estamos apenas de passagem neste mundo, que nada mais é do que o próprio inferno. A felicidade eterna existe, num lugar que só os aptos poderão fazer parte. Razão para dizer, que o hoje não passa de um teste de admissão.
Bem, nesse mar de incredulidade à mudança da situação da humanidade, prefiro fiar-me na hipótese de que existe algo melhor, para além disso aqui. Um Paraíso, ou algo assim parecido. Em que ninguém morre de fome, porque tem que comprar o que come, em que ninguém morre de sede, porque a água é privada, em que ninguém morra enfermo, porque a solidariedade do médico tem um preço a cobrar.

E...

 Que a Dna galinha ensine à mulher que deita o seu filho no lixo, o que é ser mãe.

 Que nenhuma obra arquitectónica natural seja destruída discriminadamente para dar lugar à uma empresa ambiciosa.

Que a ovelha... que a ovelha, nada! Achei a foto engraçada só isso.

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