Pouco parece fazer sentido. Passei a fugir de responsabilidades e exigências e de certa forma de expectativas, afim de evitar e afastar as experiências traumáticas. Há esses dias. Como muitas vezes relatei aqui. Que no mundo nada parece interessante e mais confortante do que o silêncio das paredes quadradas do meu quarto, com a cama desfeita à minha direita, e mais importante, algo para comer. Enquanto inflamo e encho as paredes gástricas com qualquer coisa doce, oiço o bater dos teclados me perguntando onde, porquê e como vou terminar este texto. Quis apenas escrever, precisava, na tentativa de procurar o auto-conforto nas minhas próprias palavras. Mas nem isso, hoje funcionou.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Eu queria voltar a criar...
Queria me permitir outra vez usar da ousadia e sobrevoar por encima da imaginária linha da realidade. Queria ser imóvel. Surda. E outra vez muda. Para que os estorvos resultantes da convivência humana não me afectassem como me afectam. Queria acreditar que sempre tudo seria fácil e perfeito. Que acabaria conforme as minhas apostas. E então, nunca seria pega de surpresa.
Queria criar. Isso se o meu íntimo não estivesse em fase de ebulição. Disposto a transbordar. Saturado... Pelas palavras que ouvi e não queria. Pelos planos que tracei e não cumpri. Pelas quedas resultantes da minha ingenuidade. Pela minha inexperiência. Meu medo de arriscar.
Não me saem palavras de encanto. Tampouco consigo escrever uma poesia. Não estou para isso. Talvez não agora. Não é o momento.
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